O desmoronamento da rocha firme: um caso de impotência sexual

O desmoronamento da rocha firme: um caso de impotência sexual

Psicanalista. Membro Efetivo da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro (IPA); Membro Associado da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (IPA); Professora e Supervisora da Sociedade Brasileira de Psicanálise Winnicottiana (SBPW) de São Paulo e Campinas e-mail: [email protected]

Resumo

Tomando como base um caso clínico, abordo o surgimento de impotência em um rapaz como forma de proteção (defesa) diante de um pai invasivo. Tomo como referência as hipóteses teóricas propostas por D. W. Winnicott sobre o amadurecimento e a importância do pai nesse trajeto. O caso apresentado aponta como a distorção da função paterna teve um efeito traumático sobre o paciente, não fornecendo a necessária segurança para as vicissitudes da adolescência. Essa situação provocou uma regressão importante, a qual precisou ser revivida no processo analítico.

1. Primeiros contatos

João, aos 20 anos, veio a mim indicado por um clínico geral, que havia sido procurado por problemas com a potência sexual. Este colega, médico de toda a sua família, entra em contato comigo por telefone, dizendo-me que João havia lhe pedido que reforçasse junto a mim a necessidade de sigilo absoluto quanto ao motivo de sua procura por psicoterapia. Principalmente em relação ao pai, que não podia saber o real motivo. Daria aos pais outro motivo para justificar uma análise. Procura-me no dia seguinte, pedindo urgência.

É um rapaz de estatura mediana, um pouco franzino, bem-arrumado, sendo perceptível a sua preocupação em relação à aparência pessoal. Demonstra agitação tanto nos gestos quanto na fala, apressada e ansiosa, o que já aparecia no contato telefônico.

Vai direto ao assunto, dizendo querer solucionar sua vida sexual. Tem dificuldade de manter a ereção, não conseguindo fazer a penetração, perdendo-a ao tentar ou por ter ejaculação precoce. Isso tem trazido muita angústia na relação com a namorada. Vinha sofrendo muito, mas adiou a procura de ajuda por vergonha do que tem a falar e “medo de ser uma decepção para o pai, que certamente ficaria triste e decepcionado com ele, que se sentiria humilhado”. Reforça então o trato que havia feito com o clínico, que espera que eu cumpra também. Como depende financeiramente dos pais, alegou que procuraria análise por se sentir desanimado e inseguro quanto à sua escolha profissional. Diz que isso também é verdade, mas não a causa principal. Os pais o apoiaram e incentivaram.

Esse primeiro contato foi muito intenso, quase sem pausas no falar, como também no fumar – quatro ou cinco cigarros, com tragadas rápidas e profundas.

2. Breve história de João

João é o filho mais velho, tendo uma irmã dois anos mais nova. Considera que teve uma infância feliz, com uma família unida. Conversavam muito, viajavam e se divertiam. Tem muito boas recordações desse período de sua vida. A mãe, professora, é vista por ele, inicialmente, como suave e carinhosa, bastante dedicada aos filhos, principalmente na infância. Ao fim de algum tempo, começa a fazer críticas a ela, acusando-a de submissa ao pai, sem vontade própria. A irmã, companheira na infância, é agora bastante distante dele, voltada para as próprias coisas. Foi se afastando dela, como de todos, após o acontecimento traumático pelo qual passou. O pai, profissional liberal, é figura central em sua vida. É na família a pessoa a quem se ligou mais. Tinha por ele uma admiração enorme. Iam juntos a jogos de futebol e, principalmente, à praia, onde este o apresentava aos amigos como “meu orgulho… a cara do pai etc…”, enaltecendo-o.

O pai era, e ainda é, forte, musculoso, praticante de esportes na areia com esses amigos. Lembra-se do pai sempre olhando as moças na praia, mostrando-as para ele, com observações “machistas”, tais como “olha que bumbum, que gostosa… ah, meu filho, seu dia vai chegar!!!”. À medida que foi crescendo, e principalmente com a chegada da puberdade, começou a sentir-se constrangido quando o pai mexia com elas, mas riam juntos da situação. “Ele era o meu herói, eu queria realmente ser como ele”. Apesar da idealização, já começa a ter um olhar crítico sobre o pai, mas usa a negação como defesa contra essa desilusão dolorosa.

Quando fala de sua infância, o que predomina são lembranças felizes. Era, segundo ele mesmo, um menino alegre e comunicativo, tendo muitos amigos na escola e também no prédio em que morava.

3. O divisor de águas

Adolescente, começou a desenvolver caracteres sexuais secundários cedo. Aos 14 anos, já tinha a aparência física de um homem mais maduro. Nessa época, tinha brincadeiras sexuais com uma prima com quem crescera junto e de quem gostava muito. Estas começaram como continuação da brincadeira que tinham desde criança, em que se escondiam debaixo da cama. Aos poucos, foram começando a se tocar, o que dava muito prazer, acompanhado de muito medo de serem descobertos pelos pais.

Continuava a frequentar a praia com o pai, agora participando eventualmente dos esportes na areia com ele e os amigos. Começa a aumentar o constrangimento com a atitude do pai em relação às moças, muitas vezes saindo de perto dele, para não se envergonhar. Até porque, apesar de o pai cuidar muito do corpo, achava que já era velho para as meninas que olhava, tornando-se ridículo.

Nessa idade, aconteceu o que descreve como o dia mais terrível de sua vida. O pai o chamou de um jeito solene, e ao mesmo tempo safado e jocoso, para uma conversa de homem. Perguntou se já tinha tido alguma relação sexual. Diante da negativa de João, o pai lhe diz que está na hora, que homem precisa disso e que já estava tudo arrumado para ele. Havia combinado com sua secretária “muito gostosa”. Confidencia que tinha relações sexuais eventuais com ela e que agora ia dividir com ele. Diz que homem precisa de sexo e variação, e que a mãe não estava sempre disposta. Pede inclusive que não comente nada, sendo o segredo deles, coisa de homem. Fala que a secretária é muito carinhosa e havia aceitado proporcionar a João essa primeira experiência, por gostar muito dele e porque, como já se conheciam, seria mais fácil.

João entra em estado de terror, tendo uma crise de ansiedade, com vontade de chorar. Diz não querer, que não precisa, mas o pai insiste dizendo que é assim mesmo, dá medo, insegurança. Por isso havia falado com essa moça, para que tudo fosse da melhor maneira possível, já estava tudo combinado.

João tranca-se no quarto chorando, apavorado até o momento do encontro, na casa da moça. Diz sentir por ela, até hoje, uma enorme gratidão por ter sido tão amiga dele, aceitando o que ele propôs. Disse não querer ter relações com ela, mas queria que ela dissesse ao pai que tudo tinha ido bem, que tinha conseguido. Ela o abraça e concorda. Chora muito abraçado com ela. Ao voltar pra casa, conta ao pai a mentira, recebendo por parte dele elogios e a reafirmação de que o que se passou seria o “nosso segredo”.

4. O desmoronamento

A partir desse dia, João começou a se sentir ansioso, assustado e envergonhado. Busca ficar o menos possível com o pai. Vai à praia, aflito sempre, voltando logo para casa, ou saindo para andar sozinho, alegando cansaço, ter de estudar, programa com amigos.

Cresce ainda mais o constrangimento e a vergonha em relação ao comportamento “machista” do pai. Desenvolve uma repulsa física por ele, enrijecendo-se quando é por ele tocado, evitando ao máximo qualquer contato físico.

Aos poucos, começa a sentir o mesmo pela mãe. Desenvolve um comportamento agressivo em relação a ela, não se deixando abraçar ou receber carinhos vindos dela. Esta se sente aflita, mas ele recusa qualquer tentativa de ajuda dela. Sente desprezo pela mãe, que “atura aquele homem nojento” (sic).

Torna-se extremamente ansioso, apelando para o cigarro compulsivamente. Diminui seu rendimento escolar, isolando-se dos colegas, com sentimentos de inferioridade. Evita programas que envolvam qualquer situação com intenções sexuais até os 17 anos. Nessa idade, vai a um bordel com amigos, onde tem sua primeira relação sexual, com ejaculação precoce. Passa a buscar prostitutas, começando a melhorar seu desempenho ao desenvolver um ritual que lhe permite levar adiante as relações com mulheres, podendo assim se tornar potente sexualmente com elas. Esse ritual, que descrevo a seguir, começara a aparecer eventualmente no início da puberdade (10/11anos) em suas fantasias ao se masturbar. Aos poucos, vai se solidificando e sendo introduzido concretamente nas suas relações com as prostitutas. Isso é mantido até os 19 anos, quando tem a primeira namorada com quem pode ter relações sexuais e esse ritual se torna um complicador.

5. O ritual e suas origens

O ritual é apoiado numa recordação de sua infância. Era deixado, quando menino, aos cuidados de uma empregada que gostava muito dele e o mimava bastante. Era uma mulata gorda, alegre, sorridente e brincalhona. Ao lavar a roupa no tanque, João ficava ao seu lado, brincando e muitas vezes cantando com ela. Lembra-se do cheiro forte de sabão e do barulho da roupa sendo esfregada, o que o excitava. Abraçava as pernas da empregada, roçando-se nelas. Esta ria muito e lembra-se do tom carinhoso com que ela falava: “Ei Joquinha, safadinho, hein!!! Olha que durinho o pintinho dele!!!”. Nega qualquer conotação ou contato abusivo por parte dela. Era mesmo uma brincadeira.

O ritual consistia em pedir às prostitutas que lavassem alguma peça de roupa, esfregando bem, o que fazia com que pudesse manter a ereção, evitando a ejaculação precoce. Considero que esse ritual, que se organiza como uma defesa obsessiva, foi vital para que pudesse ir em busca de relações sexuais com mulheres. Usando-o, sentia-se protegido de temores e fantasias ligados a tomar o lugar do pai, ser o “homem” da mãe, agravado por ser um homem que trai (identificação forçada com o pai).

As deslealdades e ambivalências que aparecem nas relações triangulares são necessárias de serem experimentadas com holding e proteção dentro da família. O menino deve poder viver a alternância entre o amor e o ódio, ora dirigido ao pai, sentindo-se seguro com a mãe, ora dirigido à mãe, sentindo-se seguro com o pai. Essas vivências se constituem num treinamento para ir para o mundo de modo mais maduro. Com João não foi possível experimentá-las, pois se tornaram concretas. Sente-se sempre um traidor: mente e faz alianças, sentindo-se falso e atormentado, retraindo-se no seu rumo à independência, fechando-se em si mesmo durante alguns anos.

Ao me procurar, estava com a namorada há aproximadamente um ano, com a vida sexual altamente conflituosa. A cada relação sexual se sentia um fracasso. Foi se encorajando a propor a ela o ritual – pede que ela lave sua calcinha –, tendo ela algumas vezes concordado. Mas ela diz achar estranho, sentindo-se pouco à vontade ao fazer.

Sente a vida muito complicada, sem ânimo para quase nada, arredio e solitário. Fala de ter tido impulsos suicidas, o que o levou a pedir ajuda. Gostaria de poder sair da casa dos pais, onde se sente muito mal desde o dia “trágico” (sic). Briga muito com eles, tornando-se violento verbalmente, o que o faz muitas vezes se arrepender. Sente-se “estranho, num mundo de faz de conta com todo mundo”. Teve muitas vezes o impulso de “abrir o jogo” (sic). Sente-se falso, sem credibilidade, sendo muitas vezes acusado de irresponsável, principalmente pelo pai, por não querer ir pra frente em sua vida profissional e depender muito deles.

6. A relação analítica

As considerações que farei aqui se apoiam em material trazido durante os seis anos de sua análise comigo, vindo quatro vezes por semana. Era assíduo e mantinha uma atitude de esperança e confiança na maior parte do tempo. Esses dados, associados a experiências vividas que foram trazidas durante a relação analítica, levaram-me a acreditar que João teve um amadurecimento com um suporte ambiental suficientemente bom até a adolescência.

Nessa etapa, para que tenha um amadurecimento saudável, o menino precisa de um casal forte e confiável. É importante ver nos pais um casal unido sexualmente, em cuja cama não há lugar para ele. Pode ter suas fantasias sexuais, confiando em que não as realizará com a mãe. O pai aceitando e protegendo, ajuda-o a postergar essas realizações, indo em direção ao mundo fora da família.

João, nesse momento inicial e importante de sua busca de independência e de novas integrações na constituição do si mesmo, sofre um momento traumático. Este leva ao surgimento de defesas rígidas e muito fortes – a impotência sexual e o que disso derivou. Foi levado a uma regressão em seu amadurecimento, tornando-se desastrosa a sua entrada no mundo adulto. Foi se infantilizando, tornando-se inseguro e fechado em si mesmo, defesas necessárias à proteção do si mesmo verdadeiro. Essa regressão, ao se instalar na análise, foi o ponto central de sua retomada do amadurecimento.

Viveu momentos na transferência de enorme desespero e ódio. Estes também se dirigiam aos pais. Era insuportável não ser atendido de imediato em suas necessidades, levando-o a estados de fúria e desespero. Exemplificando: quando, ao esquecer o isqueiro e eu não ter como acender seu cigarro, saiu desesperadamente da sala em busca da secretária, buscando como acender. Outros exemplos foram situações em que pediu mais tempo na sessão ou sessões extras, que eu não tinha como atender exatamente como necessitava. O mesmo se dava quando queria alguma resposta que eu não possuía ou de lhe assegurar sobre algo que eu não tinha condições de fazer. Atacava-me verbalmente, entrando em grande ansiedade e desamparo, “não tendo com quem contar” (sic).

Foram momentos transferenciais importantes, liberando-o ao uso de sua agressividade, podendo se mostrar extremamente demandante em relação às suas necessidades, num ambiente confiável. Fala de seus sentimentos de solidão, de sua desesperada necessidade do outro – mãe ou pai –, não podendo procurá-los, aprisionado em seus segredos – a mentira e a cumplicidade. Esses momentos vividos na relação terapêutica foram levando à recriação da confiabilidade perdida (ter com quem contar). Paulatinamente e com muito medo, foi retomando seu amadurecimento, saindo do retraimento em que vivia.

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7. Algumas reflexões

João tinha, como adolescente, uma sexualidade intensa, mas ainda não estava pronto para uma relação sexual. Seu corpo adolescente amadurece em descompasso com sua psique. Impõem-se novas elaborações imaginativas, novas integrações como tarefa na formação de sua identidade. É um menino no corpo de um homem, orgulhoso, mas assustado com a condição de potência sexual que se apresenta. Para dar conta dessa nova condição, necessita de um ambiente protetor que dê a ele o tempo que necessita para essas novas integrações, vitais para o si-mesmo.

Winnicott nos diz em “O conceito do indivíduo saudável”: “A partir do ser vem o fazer, mas não pode haver o fazer antes do ser – eis a mensagem que os adolescentes nos enviam” (1971f[1967]/2011, p. 7). Nos diz também o quanto

A imaturidade é um elemento essencial da saúde durante a adolescência. Só existe uma cura para a imaturidade – a passagem do tempo e o crescimento para a maturidade que o tempo pode trazer… Não se pode apressar nem retardar esse processo, ainda que ele possa ser interrompido ou destruído, ou degenerar em doença psiquiátrica. (1969a/2001, pp. 156-157)

O pai, para o menino, é essencial. Necessita dele como um apoio importante para dar conta desse momento. É um homem com o qual pode se identificar e ter a promessa de entrar no mundo adulto de modo seguro e potente.

Com João se passou o contrário. O pai o chama para uma situação de maturidade precoce e de alto risco. Não só o empurra para isso, mas tira todo o apoio que precisa, provocando uma vivência de ruptura da situação familiar. Sente-se perdendo o apoio dos pais, o casal, “a rocha firme”. Não tem mais o pai herói, que não apenas serve de modelo, mas também como o homem com quem vai rivalizar nas fantasias, na disputa pelas mulheres. Destruiu a possibilidade de seguir em sua busca de independência, na saída do colo familiar para o mundo fora de casa.

As fantasias reativadas nessa fase, de tomar o lugar do pai, o que envolve as fantasias de morte deste, são essenciais para que o amadurecimento ocorra. Precisa da proteção do pai, marido da mãe, um casal que deve preservar sua intimidade, impedindo o filho de participar do que se passa na cama dos dois. Seu pai, invasivo, não o protege dessas fantasias que o aterrorizam, mas, sim, as concretiza, colocando-o na cama com a mulher dele – secretaria/mãe. Revela sua intimidade, deixa-o entrar na sua vida sexual. Em última instância, concede a João o troféu de vencedor, que logo o transforma no grande derrotado.

As vivências de João são de destruição de todo o ambiente protetor – o lar, o casal, a família. Não há mais a “rocha firme” contra a qual se bater e não destruir nem ser destruído. Nas palavras de Winnicott, “A união sexual de pai e mãe fornece um fato, um fato consistente em torno do qual a criança poderá construir uma fantasia, uma rocha a que ele pode se agarrar e contra a qual pode desferir seus golpes” (145i[1944]/1966, p. 129). João não pode contar com o pai nem com a mãe, vista agora como a mulher submissa, que não atende como mulher à sexualidade do pai. Desmorona a “rocha firme”. Sente-se só e à mercê de seus próprios impulsos, tanto sexuais como agressivos contra esses pais. Tem de os controlar sozinho, para não provocar mais desmoronamentos.

8. Desenvolvimento de defesas

A invasão do pai na intimidade sexual de João foi vivida como uma violação do si mesmo, causando uma catástrofe pessoal. A primeira defesa foi o pânico – entra em colapso, isola-se e chora. Em seguida, pede a proteção da secretária/mãe, mas isso o leva ainda mais ao isolamento, mergulhando num mundo cuja realidade é a falsidade e a mentira usada como proteção contra a ruína familiar. Mas o terror continua, e tem de desenvolver novas defesas contra esses impulsos sexuais sentidos por ele como os grandes responsáveis pelo que vive.

Passa a se impor uma castração/impotência sexual, que é também para a vida. Sente-se incapaz de se relacionar. Por sentir-se falso, esconde-se e regride. Essa regressão o leva a se abrigar numa situação em que se sentia acolhido, aceito como tal – o menino excitado que brinca com a sexualidade, o próprio erotismo, sem ser dele exigido uma função genital adulta. É uma proteção eficaz quanto à mãe e ao pai, mas, pelo seu aspecto regressivo, não apenas interrompe seu amadurecimento pela quebra da continuidade de seu ser como leva a que o uso de sua sexualidade genital seja inibido, congelado. Cito Winnicott: “Pode-se ver que estou considerando a ideia de regressão dentro de um mecanismo de defesa do ego altamente organizado, que envolve a existência de um falso self.” (1955d[1954]/1993, p. 463).

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